Couto dependente da Vila de Ferreira, ficando anexado. D. Manuel deu-lhe foral, em Lisboa, a 15 de Setembro de 151447, (Foral da antiga Vila de Ferreira - couto ou mosteiro - e não Paço de Ferreira - honra).
Paços de Ferreira foi couto dos frades Cruzios de S. Pedro de Ferreira e depois do bispo do Porto. Houve nesta região um mosteiro dos Templários, fundado em 1120 por D. Sueiro Viegas que em 1319 passou a ser dos Cruzios. O bispo do Porto, D. João de Azevedo anexou este convento, in perpetuum, à mesa pontifical da Catedral do Porto, em 1475, por Bula do Papa Sixto IV.
Em 1811 Paços de Ferreira era honra do Minho, com juiz ordinário, sendo da comarca, provedoria e diocese do Porto e tendo por donatário o bispo do Porto. Dez anos depois é concelho da comarca do Porto, mas divisão eleitoral de Penafiel, com 1 freguesia de 162 fogos e 490 habitantes. (As honras e coutos, talvez depois de 1790, ano em que foram abolidas, ou pela constituição de 1820, passaram à designação comum de concelho).
Em 1832 é dado como concelho da comarca de Penafiel e província do Douro, neste mesmo ano já não aparece o concelho de Ferreira (Couto), mas o de Paço de Ferreira, teriam sido, devido à sua reduzida dimensão anexados ao concelho de Aguiar de Sousa. No entanto, em 1835 as freguesias de Couto de Ferreira e de Paços de Ferreira são incorporadas no julgado de Santa Eulália de Barrosas e desanexadas do concelho de Aguiar de Sousa.
Em 1836 Paços de Ferreira reaparece como Concelho na comarca de Penafiel, com 2417 fogos, por ter havido a grande reforma administrativa que acabou com os pequenos concelhos e dividiu os grandes.
Fonte: Estudo para o Plano de Acção de Implementação Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (elaborado pela DHV-MC no âmbito da AIBT do Vale do Sousa do Programa ON, pela CCDRN)