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Penafiel
Penafiel
Freguesia sede: Arrifana de Sousa ( antiga S. Martinho de Moazares), distrito do Porto.


Crê-se que em 575 era governado por Aspidio e que o rei Godo Leovigildo conquistou aos Suevos a Cidade de “Anegia” (palavra Céltica) – cidade, território concelho ou comarca dos Aregenses, que se incluía entre os rios Alarda e Paiva: correndo desde as Serras de Arouca até abranger território do Julgado de Penafiel.

No tempo de Ordonho II, o cavaleiro Lucídio Vimaranes, que participou na Reconquista do Condado Portucalense, possuía algumas presurias (honras) nesta região de Penafidelis. No século X as terras de Sousa eram, em boa parte, de Monio Viegas, O Gasco, pai de Egas Moniz. Nessa mesma época, a condessa Mumadona Dias, fundadora de Guimarães, possuía a vila de Luzim, que emprazou, em 959, ao mosteiro de Guimarães.

Este território manteve-se até ao século XI e foi então formada a “Terra de Penafiel” sabendo-se que esta povoação foi fundada por D. Faio Soares, descendente dos Godos, por volta de 850, dando origem à família dos Sousas.

A povoação Entre-os-Rios estava desabitada e adquiriu importância no reinado de D. Sancho II, quando D. Teresa de Rodrigo em 1241 lhe concedeu Carta de Foral, sendo filha da Condessa D. Toda Palazim e de Rui Vasques, descendente de Egas Moniz. À sua mãe, D. Toda, o rei D. Sancho I deu-lhe o lugar de Torrão com a intenção de se construir, como veio a acontecer, uma “albergaria” para assistência aos caminhantes.

O primeiro Foral conhecido data de 1 de Junho de 1519, editado em Évora.
S. Martinho de Moazares é o nome medieval da Freguesia que corresponde à actual Penafiel.

Integrava o Julgado de Penafiel de Sousa, cuja sede se localizava no castelo de Penafiel, em Oldrões. D. João doou o Julgado ao Porto, a 13 de Maio de 1384, mantendo-se integrado até ao Século XVIII. Em 1386 D. João I recompensou os serviços prestados por João Rodrigues Pereira dando-lhe a 8 de Fevereiro o julgado de Penafiel, tudo de juro e herdade.

Foram donatários deste concelho e julgado de Penafiel de Sousa os Peixotos, senhores da Casa da Calçada, tendo sido concedido por D. João I a Diogo Gonçalo Peixoto em satisfação da Terra da Maia e Travassos, que havia dado, de juro e herdade a seu pai com o mesmo nome e que fez esta troca por ter tirado a Terra da Maia, depois de a ter concedido a Gil Vaz da Cunha, como pena por ter seguido o Rei de Castela.

A Família dos Sousa dividiu-se em dois ramos no século XIV, estando o primogénito representado no Duque de Lafões e o outro no Duque de Palmela.
Em 1723, os seus moradores solicitaram ao rei que o lugar fosse elevado à categoria de vila, com juiz e câmara próprios, o que só foi conseguido em 1741 por mercê de D. João V, o termo de reduzidas dimensões apenas abrangia a própria freguesia e a parte da de Santiago de Subarrifana a nascente do Rio Sousa.

A povoação de Arrifana de Sousa, criada por alvará de 3 de Março de 1770 torna-se na cidade de Penafiel, por Carta Régia de 28 de Junho deste mesmo ano, e para aumentar as terras do seu termo recebia também o julgado de Penafiel e as honras de Barbosa, Betria de Galegos, o couto de Entre-os-Rios e de Meinedo. Ao mesmo tempo alcançava do Papa Clemente XIV a criação de um bispado, cuja sede colocou na cidade.

Por morte de D. José I, o ódio contra o Marquês de Pombal levou à anulação da maior parte dos actos do seu governo. O seu 1º e único Bispo Frei Inácio de S. Caetano, foi o confessor da Rainha D. Maria I e governou durante oito anos, tendo sido incorporado no Bispado do Porto, em 1778, por Bula do Papa Pio VI em Dezembro desse ano.

D. Maria I elevou esta cidade a condado em 1798 a favor de Manuel José da Mata Sousa Coutinho, que foi 1º conde de Penafiel e também correio-mor do reino, tendo a sua residência em Lisboa, na Rua das Pedras Negras. A mercê elevava uma região em crescente surto agrícola devido ao comércio de vinhos da região duriense.

Não dispondo de elementos para avaliar o número de habitantes que a região ao tempo contava, sabe-se todavia que nos finais do século XVIII a cidade e o termo de Penafiel tinham, respectivamente, 906 e 4850 fogos, o que daria uma população de cerca de 25000 pessoas.



Fonte: Estudo para o Plano de Acção de Implementação Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (elaborado pela DHV-MC no âmbito da AIBT do Vale do Sousa do Programa ON, pela CCDRN)





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