Em 1846 foi elevada à categoria de vila (vila de Felgueiras). D. Manuel deu-lhe foral, em Lisboa a 15 de Outubro de 151446, remontando aos princípios da Monarquia, existem notícias deste concelho desde 1258, o próprio foral de D. Manuel faz referência a um outro da época de D. Afonso Henriques que por sua vez confirmava outro de seu pai, o conde D. Henrique.
Em 959 Felgueiras aparece como propriedade do Mosteiro de Guimarães, juntamente com outras freguesias, tendo sido doado ao Mosteiro por D. Mumadona. Em 1059 é referido no Inventário das Herdades e Igrejas de Guimarães.
Este território pertenceu a uma das primeiras famílias nobres implantadas na região (os Mésio) de origem galega que caíram em desgraça no tempo de Afonso Henriques. O seu património se não passou para a família dos Sousas pelo menos a sua importância passou. Mais tarde verifica-se que o território passa outra vez para as mãos da primeira família através de uma aliança.
Já em pleno século XIV as terras de Felgueiras e Vieira foram doadas por D. João I a Gonçalo Pires Coelho com a mercê de juro e herdade, em paga dos serviços prestados. Posteriormente D. Manuel confirmou esta doação à família dos Coelhos, dando-lhes rendas, direitos e todas as jurisdições, fora as de justiça.
Felgueiras foi primitivamente da comarca de Entre Douro e Minho e do julgado de Celorico de Basto: depois no tempo de Filipe II, passa a integrar a comarca de Guimarães.
Em 1821, Felgueiras continua sendo um concelho na divisão eleitoral e comarca de Guimarães, com 19 freguesias, 2817 fogos e 10410 habitantes. Posteriormente em 1833 aparece pertencendo à comarca de Amarante, sendo em 1835 dividida por questões judiciais pelos julgados de Barrosas, Fafe, Guimarães e Amarante. Era nesta altura do Distrito de Braga, passando em 1836 para o do Porto. Em 1840 fazia parte da comarca de Lousada e em 1841 foi dividida em quatro concelhos com as respectivas sedes em Airães, Torrados, Margaride e Vila Cova da Lixa.
Em 1842 Felgueiras era concelho no distrito do Porto, com 23 freguesias e 4053 fogos, incluindo a freguesia de Pombeiro, que já tinha sido concelho.
Fonte: Estudo para o Plano de Acção de Implementação Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (elaborado pela DHV-MC no âmbito da AIBT do Vale do Sousa do Programa ON, pela CCDRN)