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História
História
Uma região com longa história.

A Bacia do Rio Sousa tem o mesmo ecossistema do vizinho Vale do Ave, é idêntica a ocupação humana, densa e antiga. Se bem que uma boa parte desta área pertencesse, no período do românico, à diocese de Braga, a sua posição meridional favoreceu as relações com a cidade do Porto, com o curso do rio Douro e com o Sul, como a sua arquitectura românica patenteia.

A história das gentes

A história do Vale do Sousa dificilmente se pode fazer sem pensar na história da nobreza portuguesa e das ordens religiosas, pois é a partir destes grupos sociais que se pode traçar a evolução destas terras e das suas gentes.

Estes concelhos surgem na Idade Média como domínios da nobreza (honras) ou das ordens religiosas (coutos), não se podendo detectar um núcleo populacional que não estivesse integrado neste regime feudal.

Os Riba Douro e os Sousa

Esta região deve a sua importância e crescimento ao facto de estar ligada, desde o século X, aos senhores de Riba Douro (Paço de Sousa) e aos Sousas ou Sousões (Pombeiro), duas das cinco famílias que constituíam a primeira nobreza portuguesa, referidas no Livro Velho de Linhagens de D. Pedro, e que apoiaram D. Afonso Henriques. Egas Moniz, o célebre aio do rei, fazia precisamente parte da família de Riba Douro.

Estas duas famílias contribuíram com os seus filhos segundos (infanções) para o povoamento e reconquista do território português, para além do papel fundamental que detinham na eleição de abades e administradores dos bens da Igreja, colocando em mosteiros e conventos alguns dos seus filhos.

A importância das famílias

As grandes famílias protegiam as comunidades religiosas, constituindo-se como seus patronos, pois numa época em que a cultura se encontrava nas mãos dos clérigos, eram estes os responsáveis pelo enaltecimento destas famílias e dos seus feitos.

A família dos Sousas possui, inclusive, um papel importante nas obras do mosteiro de Pombeiro, no final do século XIII, aparecendo como representante desta família João Afonso de Meneses, estando o seu túmulo numa capela familiar edificada no mesmo mosteiro.

As raras referências a membros da família Sousa (documentos da Corte e da Arquidiocese de Braga) podem ser interpretadas como uma certa modéstia da Casa de Sousa, entre 1070-90.

Os novos tempos

No entanto, não há dúvidas que nos anos seguintes a Casa de Sousa inicia uma trajectória que a levará até ao topo da escala social. Um novo chefe de linhagem, Mem Viegas, aparece referenciado nas Cortes desde 1094, com D. Raimundo, D. Henrique (1106, 1110-11), D. Teresa (1112, 1116 e 1120) e com D. Afonso Henriques, provavelmente com as funções de governador das terras de Sousa e de Bastos.

Mantendo, no entanto, os seus interesses no mosteiro de Pombeiro, obtém para este a carta de couto em 1112. Da sua descendência destaca-se o seu filho Gonçalo Mendes de Sousa, O Sousão (morre em 1133), personagem que após a morte de Egas Moniz se destacou ao lado de D. Afonso Henriques e que desempenhou durante dez anos as funções de mordomo-mor. Outro filho de Mem Viegas, Soeiro Mendes, O Grosso, que participou na Batalha de S. Mamede, foi governador de Aguiar de Sousa. A partir de 1120, ano em que D. Teresa lhe faz uma doação, desconhece-se o seu percurso.

A importância dos Sousas manteve-se ainda nos primeiros anos do século XIII, pois Gonçalo Mendes II herdou o cargo de mordomo-mor, desempenhado até ao final do reinado de D. Sancho I. No entanto, as relações entre os Sousas e o rei nem sempre foram cordiais, existindo uma certa rivalidade entre as famílias do Norte e o rei na disputa pelo poder. De realçar que embora por linha bastarda, os Sousas têm sangue real.

Os Riba Douro foram outra das famílias que dominaram nesta região. O primeiro dos seus representantes, Monio Viegas, figura em documentos régios a partir de 1054. Segundo estes documentos seria originário da Gasconha, fazendo-se acompanhar por dois irmãos, um dos quais bispo do Porto, D. Sisnando, que realmente se pode documentar para os anos de 1055 a cerca de 1075 e de D. Énego, que é mais difícil de identificar.

A família de Riba Douro tem uma forte presença neste período, na região do Vale do Douro, principalmente na região de Entre-os-Rios, antiga Anegia. Aí fundam ou apropriam-se de vários mosteiros, alguns dos quais tornam-se muito importantes como Paço de Sousa, Pendorada, Tuías e Vila Boa do Bispo.


Fonte: Estudo para o Plano de Acção de Implementação Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (elaborado pela DHV-MC no âmbito da AIBT do Vale do Sousa do Programa ON, pela CCDRN)


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Freguesia sede: Sobrado de Paiva, distrito de Aveiro, bispado do Porto.
Felgueiras Felgueiras
Cidade do distrito do Porto. Freguesia Sede: Santa Eulália, de Margaride.

Lousada Lousada
Freguesia sede: S. Miguel de Silvares e Cristelos. Vila da província do Douro Litoral, distrito do Porto.
Paços de Ferreira Paços de Ferreira
Freguesia sede: Santa Eulália, distrito e bispado do Porto.
Paredes Paredes
Freguesia sede – Salvador de Castelões de Cepeda, distrito do Porto.
Penafiel Penafiel
Freguesia sede: Arrifana de Sousa ( antiga S. Martinho de Moazares), distrito do Porto.
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