Este espaço é demarcado por Verões com temperaturas máximas moderadas (23º C a 29º C) nas áreas mais baixas, na proximidade dos rios Douro, Ferreira, Sousa e Tâmega, embora se registem Verões quentes (29º C a 32º C) nas áreas mais altas (planálticas ou montanhosas de média altitude, na região).
Os Invernos são termicamente moderados (temperaturas mínimas médias entre 4º C e 6º C) nas áreas com menores altitudes nesta sub-região (com proximidade do leito do Douro) mas tornam-se frescos (entre 2º C e 4º C) no restante território.
Os rios
Os rios Sousa, Ferreira e Tâmega, a Norte do Vale do Douro, tal como o Arda e o Paiva, a Sul deste, rasgaram vales relativamente encaixados, num espaço que se integra geologicamente no Maciço Antigo Ibérico, onde predominam rochas duras (granitos, xistos, etc.).
O território da Bacia do Sousa integra o mosaico paisagístico do Noroeste de Portugal, combinando aspectos da genética tradicional das paisagens rurais desta região, com a fragmentação impulsionada pela expansão urbana, suburbana e urbana, associada ao crescimento das actividades transformadoras, comerciais e de serviços.

Três tipos de espaços essenciais
A estrutura paisagística do Vale do Sousa comporta, em função do seu carácter ambiental, ecológico e de ocupação humana, três tipos de espaços essenciais:
- o eixo central (Oeste/Leste), que está marcado por um acentuado crescimento dos estabelecimentos humanos (Paredes e Penafiel). O desenvolvimento deste eixo urbano e industrial central levou à fixação de quase metade da população do Vale do Sousa e combina-se com o crescimento dos centros urbanos a Norte: Paços de Ferreira e Lousada. Trata-se de uma área que conserva vários trechos de paisagens tradicionais mas que é fortemente marcada por uma modelação derivada da expansão urbana local;
- os espaços rurais tradicionais que ainda persistem, fundamentalmente na parte Norte do Vale do Sousa e nas áreas entre Douro e Paiva, conservam ainda paisagens com traços fortes do Baixo Minho, marcadas pelos campos agrícolas muito recortados, associados a uma policultura de base familiar, às vinhas e pomares e aos trechos de floresta que cobrem as áreas mais altas, menos acessíveis e com solos menos produtivos. Este mosaico de paisagens difere, contudo, entre as Terras do Sousa e as do Paiva, uma vez que estas últimas estão combinadas com um referencial ambiental influenciado pelo Vale do Douro e as primeiras detêm um povoamento mais denso;
- as áreas com paisagem natural marcante, correspondentes aos vales dos principais cursos de água (o Douro, o Sousa, o Paiva, o Tâmega e o Ferreira) e a várias serranias onde persistem locais mirantes com excepcional beleza cénica.
Em resumo, o desenvolvimento dos espaços rurais combinou-se com o florescimento dos centros urbanos, que aglutinam cada vez mais população, resultando numa maior complexidade do modelo de ocupação e organização do território e, consequentemente, num mais amplo impacto na alteração das paisagens naturais e rurais.
Fonte: Estudo para o Plano de Acção de Implementação Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (elaborado pela DHV-MC no âmbito da AIBT do Vale do Sousa do Programa ON, pela CCDRN)