O conhecimento é um dos alicerces do desenvolvimento social e económico, e, por isso mesmo, tem que se lhe conferir a importância e a responsabilidade que merece.
Actualmente, com todas as inovações tecnológicas e sócio-culturais, cada vez mais se fala no importante papel da aprendizagem (ou qualificação) ao longo da vida. Porque para acompanhar as mudanças e conseguir adaptarmo-nos, para participar activamente na cidadania, para encontrar e manter um emprego, já não chega um estudo curto ainda que incisivo.
É incontestável que o atraso que separa Portugal dos países mais desenvolvidos se deve, em grande parte, aos baixos níveis de qualificação da população activa.
Em Portugal, a percentagem de jovens e adultos que participou em acções de educação e formação profissional ao longo da vida era, em 2004, apenas de 4,8%. Este número, que se pretende que em 2010 seja de 12,5%, ainda é nitidamente inferior às percentagens de outros países europeus.
Outro dado preocupante é o facto de apenas 20% da população activa ter acabado o ensino secundário. Mediante esta conjuntura, torna-se premente criar novas condições e novas oportunidades para completar a formação daqueles que entraram na vida activa com baixos níveis de escolaridade.
Um óptimo exemplo de uma iniciativa que pretende resolver esta lacuna é o programa Novas Oportunidades que, através da reconversão do ensino recorrente em Cursos de Educação e Formação para Adultos, traça uma meta ambiciosa: qualificar um milhão de activos até 2010.
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