A escola, como palco principal da educação, deve ser vista como uma comunidade educativa, onde os grupos profissionais se mobilizam em torno de um projecto comum. Este projecto mais não é do que a própria definição de educação: a construção do conhecimento e a passagem da cultura de geração para geração.
Ao longo das últimas décadas, o processo através do qual as escolas se regiam foi mudando substancialmente, mas nunca perdendo de vista o objectivo primário de transmitir a sabedoria, tentando ainda implementar o senso comum e o bom julgamento.
Assim, enquanto nos anos 50 o discurso pedagógico se centrava nas metodologias de ensino, na década seguinte começou a dar-se importância às interacções, à comunicação e às técnicas de animação e de expressão. Resultado dessa maior abertura à comunicação, nos anos 60 e 70 começam a irromper as primeiras críticas às instituições escolares.
Na década de 80, retrocede-se um pouco ao nível da pedagogia, voltando as escolas a centra-se na racionalização e na eficácia do ensino. Na década de 90, observa-se uma nova tendência para se olhar a escola como uma organização, dando-se especial importância a questões relativas à gestão e a políticas de investigação.
Hoje em dia, a educação é vista à luz do conceito generalizado de sociedade de informação. Quer isto dizer que a educação deve contribuir para democratizar a informação e o conhecimento, promovendo a tolerância e o respeito para com outros povos, culturas e valores, combatendo os preconceitos e a xenofobia e preparando os jovens para a vida em sociedade e para a diversidade existente.