Numa ocasião única, a cidade de Zamora tornou-se um centro de difusão e projecção internacional do Românico. Isto, num espaço privilegiado, reconhecido mundialmente por deter a maior concentração de edifícios românicos no Ocidente.
No que respeita ao encontro, este foi organizado em três temas: «O Mundo Românico», «O Românico fora do Contexto» e «O Futuro do Românico». Durante os quatro dias, várias personalidades internacionais dissertaram sobre uma arte representativa de toda a história da civilização. De facto, e segundo o Alcaide de Zamora, António Vasquez Jimenez, «trata-se de uma época imprescindível no momento em que se quer entender a história da civilização».
Representando Portugal e a Rota do Românico do Vale do Sousa esteve a sua directora, Rosário Machado, o Presidente da Comunidade Urbana do Vale do Sousa, Alberto Santos, os vereadores da cultura das Câmaras Municipais de Paredes e Felgueiras, respectivamente Pedro Mendes e João Garção, Márcia Barros, da Faculdade de Letras do Porto e Adolfo Ferreira, coordenador da AIBIT do Vale do Sousa.
Quanto à intervenção portuguesa no congresso, esta ficou a cargo de Cristina Azevedo, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. A comunicação teve lugar no dia sete de Julho ao início da tarde e serviu para fazer a primeira apresentação internacional da Rota do Românico do Vale do Sousa.
A Rota do Românico do Vale do Sousa possui uma dimensão estrutural e um carácter transversal que apenas serão bem sucedidos se houver um equilíbrio de responsabilidades entre os diversos parceiros. O Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), a Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), o Instituto de Turismo de Portugal (ITP), a Diocese do Porto, a Associação para o Desenvolvimento do Turismo na Região do Norte (Adeturn) e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) são as principais entidades envolvidas na RRVS, cuja gestão está a cargo da Valsousa.